Parceria vai assegurar ao museu Carlos costa pinto recursos de r$ 300 mil
Não é de hoje que a Metrópole denuncia as dificuldades do Museu Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, que mesmo com o importante auxílio do governo da Bahia, passa por sérias dificuldades financeiras desde meados de 2015.
Após inúmeros apelos, a Prefeitura de Salvador anunciou uma parceria que pode ajudar a manter o espaço. O prefeito ACM Neto assinou, na tarde da última segunda-feira (30), um convênio no valor de R$ 300 mil com o museu.
A ação, segundo o prefeito, faz parte de uma série de incentivos à cultura promovidos pela administração municipal.
Relevância histórica
A casa em estilo Colonial Americano, onde está instalada o museu, foi aberta ao público em 1969, durante o governo de Luís Viana Filho. Apesar da grande importância para a cidade, até então, o museu tinha pouco apoio e uma frequência de público menor do que deveria, chegando a suspender atividades.
Outras parcerias
Além da parceria com o museu, a Prefeitura anunciou o projeto Viva Cultura, no qual o Executivo municipal vai abrir mão de R$ 60 milhões na arrecadação de tributos, em dez anos, para beneficiar projetos na área cultural em Salvador. “Isso é muito bom e será mais uma grande forma de apoio e de fomento à indústria cultural de Salvador”, ressaltou o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro. O projeto será votado pela Câmara.
“Só tenho a agradecer à Rádio Metrópole”
Superintendente do museu, Bárbara Carvalho ressalta a importância do incentivo da Prefeitura ao espaço, que passava por sérios problemas financeiros e de infraestrutura. “Esse apoio vai somar a ajuda do governo do estado, através do Fundo de Cultura, do qual a gente já faz parte há 46 anos. Esse museu foi apoiado pelo estado a vida inteira. Agora, esse apoio vem somar. Foi muito importante para nós”, disse.
Segundo Bárbara, a divulgação dos problemas enfrentados pelo espaço por meio da Rádio Metrópole foi de fundamental importância. “Eu só tenho a agradecer a Rádio Metrópole. A ida de doutor Mário ao Museu chamou a atenção para o problema”, lembrou a superintendente.